Quarta-feira, 30 de Maio de 2012

Conhecer

Conheçamo-nos de novo, conheçamo-nos mais um pouco. Para conhecer outro, é preciso querer, é preciso estar atento e disponível. Disponível. Não se conhece quando já se acha que está conhecido. Abertura de espírito se necessita, ver de novo. Não é possível se souber-mos de antemão o que se vai dizer, é preciso esperar um inesperado. Ouvir e julgar depois.

Vamos ver-nos de novo, continue esta paródia em bem ou em menos bem, vamos conhecer-nos outra vez...

Terça-feira, 29 de Maio de 2012

Room in New York - Edward Hopper


Ela precisa de espaço com ele.
Ele precisa de espaço sem ela.
Ele não sabe que ele não se dá espaço a si mesmo.
Espaço para sentir, espaço para voar, espaço para que haja dia, espaço para pensar, para estar, para paz, para tranquilizar, espaço para se conhecer, para conhecer os outros, para se esconder da chuva e suas nuvens negras.
Ele não sabe que ela pode ter em si todos esses espaços, se ele lhe der a mão.

Ela não confia em si, nem no público em geral. Apenas sabe ser sozinha, mas agora, precisa que ele seja sozinho com ela. Os cem anos de solidão são, hoje, sem ele, cem anos vazios, que é pior que sozinhos a dois.




Enfim, eles estão num quadro de Hoppe(r).

Quinta-feira, 24 de Maio de 2012

Parvoíces 1000

Se tentar construindo um textual sem obedeceu a temporário verbalizado?
Sendo uma experimental graça, talvez sem quis construíste uma fraseado bem.
A ideal não foi mudarão o sentidos, apenas escreveu palavreado em outra da sua familiar.

Questões de Forças

Forte.
Sejamos fortes, mas não usemos a força.
Entremos na contradição das palavras pesadas.
Sejamos poderosos, sem abusar do poder.
Procuremos a subtileza entre persistência e a teimosia.
Sejamos os maiores, sem ter a mania.
Tenhamos vaidade sem ser vaidosos.
Sejamos tudo aquilo que não conseguimos ser em simultâneamente baralhados.

Segunda-feira, 21 de Maio de 2012

Será porquê que a palavra democracia têm o demo em si, mais conhecido por satanás?

Sexta-feira, 18 de Maio de 2012

Deixa Morrer - Ornatos Violeta


Gostava de te ver sozinho, gostava que me visses sozinha. Juntos, tentamos demasiado estar juntos, estamos sempre a lembrar-nos que alguém nos está a ver. Devíamos ser capazes de estar sozinhos no mesmo espaço. Como num palco, devia eu ser capaz de estar comigo contigo a ver, tu contigo comigo a ver. Tenho a certeza que a tua solidão é apaixonante. Quero ver-te, como se eu não estivesse lá, como se ninguém estivesse.Tu, contigo.

Tenho medo, de mim e de ti. Tenho medo de me ser incontrolável. Tenho medo de caminhar para a infelicidade, em sentido contrário. Às vezes eu penso que não me compreendes, que devia buscar alguém que me compreenda. Às vezes compreendes-me melhor que eu.

Estive a pensar nisto e desta vez não vou embora, não vale a pena ir embora antes do nosso amor morrer, porque não chego a ir. Não tenhas medo, ninguém vai ler Isto. , mas antes de me comprometer com outras coisas, comprometi-me comigo a ser eu, aqui. Em (des)segredo, não me censurarei.


Deixa Morrer - Ornatos Violeta

Eu vi que eu sou capaz
Eu posso até sentir
Isso vai fazer-nos tão bem
Não nos deixei mentir
E agora tanto faz
Vou dar o mundo a quem
E aparece assim
Acendeu-se a luz
Estão vivos outra vezAmar é bom se houver
No fundo de um de nós
Alguma solidão
Eu calo a minha voz
É tão bom ser mulher
Descobrir quais sãoE aparece assim
Acendeu-se a luz
Estão vivos outra vez
Se é tão bom de ouvir
Vivo para ti
Até o nosso amor morrerSe eu não for capaz
Eu espero vê-lo em ti
Eis como me ajudar
Sentir não é mostrar
E dar não é sentir
É morrer em pazE aparece assim
Acendeu-se a luz
Estão vivos outra vez
Se é tão bom de ouvir
Vivo para ti
Até o nosso amor morrer
Mas deixa o nosso amor morrer



Em breve serei fascinante. Aguardem-me aqui.

Segunda-feira, 14 de Maio de 2012

Temos ainda tempo

O tempo quase nos matou.


Queria voltar lá atrás e reviver momentos preciosos... Ou a alegria deles... achas que podemos trazer do passado a alegria desses momentos e mais ainda?


O tempo quase nos matou.


Mas eu vou construir uma fé para nós. Acreditaremos.

Domingo, 13 de Maio de 2012

É verdade Bernardo que não te ouvia todos os dias...mas fiquei tão triste...mais triste do que poderia julgar. Descansa em Paz.

Quarta-feira, 9 de Maio de 2012

Dolls - Takeshi Kitano


Eu não queria ver falhar aquilo em que acreditamos ( ámos) . Mas as certezas vão aos poucos embora. Tentamos agarrar as pontas, entreter, tentamos aguentar. Finamente suspensos, se a força não for suficiente para nos puxar para cima, se ficarmos para sempre em pendurados, nesta ligeira desconfiança de não haver mãos para dar, a fraqueza virá e com ela, a queda.

Porque não gosto da derrota, dá-me a tua alegria.

Quarta-feira, 2 de Maio de 2012

Baratas e como o barato sai caro





"Há pessoas que fazem da tristeza o seu triunfo pessoal. Lançam suspiros que são leões esfaimados para devorar quem se encontre no seu caminho. E nós temos tendência para admirar o sofrimento e as pessoas que sofrem, mas esse não é o problema. O problema é que não sabemos de forma colectiva reconhecer uma pessoa que sofre propositadamente por só sentir que tem valor e que é amada quando têm pena dela e reconhecer que isso é mau e deve ser eliminado da nossa cultura em vez de reforçado. Até lá, teremos sempre uma grande parte da nossa população que prefere ser um bicho pisado pelos outros do que tentar ser feliz e arriscar a fracassar. Porque a miséria podemos tê-la sempre como garantida, mas num jogo de sorte (ou azar) tomamos decisões que não se sabe no que vão dar."



Porque gostei, roubei este texto daqui: http://mundohipoteticodosses.blogspot.pt/

Sábado, 28 de Abril de 2012

Há nisto qualquer coisa amarga e triste. Algumas vezes teremos de fingir e talvez nos cansemos. Pode ser que passe com o tempo, mas o medo andará na garganta à espera de fazer algo errado pela hkjésima vez. O medo de ser a última asneira possível.

Quinta-feira, 26 de Abril de 2012

Espero que haja nisto um sentido. Talvez valorizemos nos mercados das nossos mundos. Existe sempre o risco  da conclusão dolorosa de saber que já nada significa nada. Mas não acontecerá desta vez. Os abraços e respeitos voltarão, por muito tempo, espero.

Terça-feira, 24 de Abril de 2012



Não somos só nós que nos habituamos às nossas rotinas. Também aqueles que connosco se cruzam, estão habituados aos procedimentos que nos habituámos.
Se há um dia que não passo no mesmo sítio de sempre, perguntam por mim.
Se há um dia em que não vou para a fuga habitual, eles estranham.
Se há um dia em que falo de uma maneira mais suave ou brusca, estranho eu e eles.
Se há um dia em que não estás... por muito que eu faça tudo o resto igual, é um dia diferente.
No fundo, tenho esperança que ainda estejas aí. Não quero acreditar noutra coisa, não quero pensar que ao fim de todo este tempo tudo se acaba em gritos de alguém que já é outro.
Fico à espera, que voltes ou que eu esqueça. Fico à espera de não ter falhado, numa perspectiva egoísta.

Segunda-feira, 23 de Abril de 2012

Vêm a indiferença, quando para o choro. Vêm a dormência e a melancolia. Nada. Vêm vazio no meu olhar e gestos automáticos. Risos? Sim, mas só quando se apaga a memória, o que passa a ser vulgar.

Terça-feira, 17 de Abril de 2012

Primeiro, precisamos de público, ou, pelo menos, da perspectiva futura de ter um. Representar de nós para nós é, como é sabido, loucura e não teatro. Depois, precisamos de algo que se queira comunicar, pode ser qualquer coisa. Pode fazer-se teatro com um garfo, mas é importante que ele seja importante e não um garfo qualquer.Não se pega neste garfo com a mesma alienação que se pega nele para comer no dia-a-dia. Este garfo é diferente, precisa de ser mostrado e visto, precisa de ser explicitamente um garfo teatral. Não é precisa de história nenhuma, não dessas que se contam pelos livros, filmes ou boca-a-boca...desengane-se quem assim pensava. O importante é ter um personagem e um garfo que comunique convosco.

Terça-feira, 10 de Abril de 2012

Observar. Focar o olhar e pensamento naquilo que apenas é exterior, revela tanto sobre aquilo que dentro de nós se passa, que, talvez o ambiente que nos rodeia, seja a cada momento um espelho daquilo que queremos ser, ver, ter. Ou então...apenas reparamos naquilo que mais têm que ver com os nossos desejos e medos. Das duas, escolho as duas.

Terça-feira, 3 de Abril de 2012

O sono inconsciente, dentro dos teus braços é algo estranhamente importante, porque na verdade, não sei que estou pertinho de ti, já que durmo, mas o meu corpo sabe e sabe tão bem.

Terça-feira, 27 de Março de 2012

Dia Mundial do Teatro 2012

Aproveito este dia para voltar a falar do teatro.... que por vezes se esquece de mim e eu dele, mesmo que estejamos quase todos os dias presentes um perante o outro.

O teatro é, como as outras artes, uma revelação daquilo que está oculto no meio do nosso dia-a-dia. Aquilo que não vemos, porque sobre isso não pensamos, aparece muitas vezes em palco. O teatro deve ter o poder de nos fazer pensar sobre quem somos e o que podemos criar. Sobretudo, o teatro deve fazer-nos pensar sobre o sentido da própria vida de cada um, deve fazer questionar e dar vontade de desenvolver uma ideia nova e genial. Deve ser capaz de operar mudanças boas, ainda que lentas nas mentalidades e fazer da sociedades um lugar com defeitos diferentes dos anteriores, de preferência melhores.

Análise e auto-análise, criação, é disto que devemos viver no Teatro.

Defeitios

Não, é claro que ninguém têm culpa de eu não corrigir os meus defeitos, mesmo aqueles que já admiti...mas, é que eu reparei que aquela coisa de ser uma pessoa cada vez mais "perfeita" com a auto-correcção, não existe, pois ao eliminar cada traço irritante um outro surge. Oculto, nos primeiros tempo, mas que se revelará em toda a sua força, um dia. E se eu corrijo o ser teimosa, torno-me permissiva, se corrijo o ter opiniões contra, fico insossa, se corrijo o ser chata, torno-me enfadonha. Talvez isto não aconteça a toda a gente e seja possível limar só um pouco desses traços, mas em mim o vício dos extremos é constante e se corrijo o andar descalça, então vou até dormir calçada. Quem me ajuda?

Sexta-feira, 23 de Março de 2012

Nunca poderias dizer certas palavras sem teres possibilidade de me dares um abraço. É talvez um engano maior que o que possamos aperceber-nos agora. Sinto que aos poucos e poucos andarei no sentido dos relógios, tu no sentido anti-horário...até chocarmos num hora qualquer. Aí, ou seguimos caminho invertendo as rotas, ou decidimos caminhar para um dos lados, os dois.

Terça-feira, 20 de Março de 2012

Primavera


É primavera, para o caso de ainda não o saberem. São dias bonitos os que vão aparecendo, mas fazem-me chorar como aos restantes alérgicos do país. Porque é que coisas belas e agradáveis nos hão-de fazer chorar tantas vezes pelos seus feitios traiçoeiros? Talvez porque se nós gostamos, ousamos pensar que estamos perante a perfeição e felizmente, ela não existe ainda, nem, arrisco a dizer, na Natureza que me faz chorar em dias lindos.

Sexta-feira, 16 de Março de 2012

Se eu pudesse, fazia tudo sempre pelo melhor para todos...

Quinta-feira, 8 de Março de 2012

Noronha da Costa


Nublada. Preciso de ti mais perto. Sou ainda uma menina indefesa dos meus próprios humores.

Quarta-feira, 7 de Março de 2012

Uma espécie de vidro transparente bem lavado. Posso ver-te claramente, perceber os teus movimentos, mas esse vidro impede-me sempre de os realizar a par contigo.Posso imitá-los, deste lado, mas raramente deixas que seja um movimento duplicado, guiado. Eu sei que não tens culpa, nem eu, desse vidro existir, mas espero que dia-a-dia ele vá, como de vez em quando vai, diminuindo na espessura, até se tornar um pó fino que cai por terra.

Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012

Recordar

É triste quando esquecemos aquilo que não queríamos que se apagasse da memória, sem nos esquecermos completamente. Falo daquela sensação que surge quando de repente nos recordamos daquilo que não lembrávamos tanto tempo e uma enorme saudade surge, junto com a mágoa de, aos poucos e poucos termos abandonado esse recordado.

Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012

Frequentemente as fotos que te tiro, reflectem a beleza que te vejo, interior e exteriormente.

Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2012

Sítios e lugares

Há sítios que são bonitos pela primeira vez que se vêem e pela segunda, depois, esquecemo-nos que são bonitos e passamos a fazer a vida normal, passando talvez todos os dias por aquele mesmo espaço, que foi bonito uns dias. Um desses dias chega alguém que nunca ali passou e comenta a beleza do sítio. Dentro de nós a beleza que se experimentou no início volta e notamos que estivemos distraídos... mas voltaremos a distrair-nos.
Essa redescoberta é necessária e refrescante, mas, ainda bem que há sítios que ficam para sempre bonitos e deslumbrantes, todos os dias...e pessoas também.

Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012

Schiu!

Atrás de mim, alguma coisa me dita coisas idiotas que não quero escrever...mas tantas vezes escrevo o que ela me diz. Por vezes são preconceitos pretensiosos e gostaria que essa tal coisa me fizesse o favor de apagar da minha mente a advinhaçãochata, ou seja, pensar que sei o que alguém vai dizer antes de essa pessoa o dizer, porque depois, é mais difícil ouvir. E com ela a ditar coisas? Pior ainda!

Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012

Agora no escuro, penso que hoje gostaria que tivesses sido uma saudade ao longo do dia, porque às vezes, a proximidade é tóxica como a distância. E com a saudade talvez não me tivesse zangado...ainda assim, ainda bem que vim para poder fazer a talvez imperativa tempestade. Fico à espera que a bonança nos compreenda e queira ficar também.

Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2012

A certa altura, escreve Virgínia Wolf que Orlando perdera as ilusões, talvez para ganhar outras.
Gostaria de saber quais das coisas em que acredito são ilusões e se algum dia algum de nós viverá sem nenhuma ilusão. Ou a realidade é também composta de ilusões? Qual é a quantidade de ilusões que podemos ter para não viver num mundo ilusório?

etc.

Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2012

Orlando - Vírgínia Wolf

"Embora parecendo simples frivolidades, as roupas, dizem eles, desempenham mais importante função que a de nos aquecerem, simplesmente. Elas mudam a nossa opinião a respeito do mundo, e a opinião do mundo a nosso respeito. (...) Assim, bem se pode sustentar a tese de que são as roupas que nos usam, e não nós que usamos as roupas."

Orlando, Virgínia Wolf

Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012

Chema Madoz e o outro lado dos livros...


As bibliotecas são santuários do sossego e paz. Nunca tenho medo que me assaltem dentro de uma. As coisas ficam, as pessoas vão e quando voltam elas estão todas no mesmo sítio. A biblioteca e os seus livros são assim, a civilização civilizada, respeitadora daquele espaço onde tantos pensadores moram alegres...pelo menos esperemos que assim seja por muito tempo, bem como em outros espaços.

Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012

Por incrível que pareça, ninguém chora só para irritar o outro. Chorar é uma coisa muito mais orgânica que aquilo que se pensa e nem sequer é sinal de fraqueza. Uns berram em vez de chorar ou mandam os que choram parar. Devem aprender que berrar, barafustar, irritar-se não é sinal de força nem de fraqueza, nem chorar, nem manter-se calmo (aparentemente), são tudo formas de expressar algum descontentamento, mas como em tudo na vida, as vias de cada um são diferentes. Afinal, um deles é fraqueza: aquele dos que nunca se descontrolam.

O livro e a instrução massiva...


http://discussaoemtornodeumlivro.blogspot.com/2012/01/o-livro-e-uma-arma-de-instrucao-massiva.html

Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012

Vêm agora a incompreensão, a fragilidade, o medo. Podes ter medo, podes ser frágil e chorar. Podes fazer exactamente o contrário, mas eu quero estar aqui e quero que saibas que estou para que possas partilhar todas essas miudinhas coisas que te invadem. Porque se me deres um bocadinho, sobra menos para todos.

Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012

Opção B

Às vezes tenho a sensação de que sou a opção B, como se este lugar que ocupo não fosse meu.
Como se a vida que vivo estivesse destinada a outra pessoa, mas por uma qualquer fatalidade essa pessoa não pudesse seguir o seu "destino", e aí, tivesse aparecido eu para seguir um destino semelhante, mas que não é o meu, com as devidas falhas na adaptação. Quem será a minha opção B?

Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012

Conversas de autocarro

Chateia-me que muitas das pessoas que protestam contra a divisão de classes não se vejam ao espelho, não percebam que a atitude delas é uma das causadoras dessa divisão, por se sentirem superiores ou inferiores,por prestarem vassalagem ou desprezarem consoante a classe social. Como em tudo na vida, existe de tudo em todo o lado: pessoas simpáticas e antipáticas, pessoas que diferenciam e que não diferenciam o tratamento, pessoas que dão e pessoas que tiram. Nos ricos e nos pobres. Por vezes é triste de se ver, por vezes é surpreendentemente agradável.


Ler mais em: http://lounge.obviousmag.org/o_trisneto/2012/01/felizmente-estas-ideias-estao-a-mudar-ha-luar.html#ixzz1kOXxbiLS

Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012

Ser Melhor

Querer ser melhor que os outros não é, como facilmente se apregoa por aí, pecado nenhum. Desde pequena que me dizem "Queres ser mais que os outros, é?" com ar de repreensão.
Penso que é totalmente saudável querer ser-se melhor, desde que isso não nos cegue e não nos faça passar por cima de tudo em nome desse objectivo. Porque querer não é o mesmo que achar-se. Estou convencida de que todas as pessoas que foram grandes quiseram, por inveja, vingança, sentimento de superioridade ou outra coisa qualquer que soa a mesquinha, ser melhores que os outros, em alguma coisa... ou então era apenas uma necessidade interior de se ver aprovado por si e pelos outros (todos queremos ser amados). Mas quiseram ser mais sem nunca se esquecerem que a qualidade existe em muita gente e que não ser o melhor não é afinal tão grave, mas a vontade de o ser é que nos torna rigorosos e bons, mesmo que não génios.

Namoro - Almada Negreiros


A.A.

Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012

A vantagem de ser constantemente invadida por alergias é que posso chorar até ficar com uns olhos horríveis sem que os outros me descubram em desgostos...

Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012

Há pessoas que podemos ver consigo mesmas, porque se distraem e entram nos seus mundos ou porque conseguem abstrair-se. Algumas não. Há pessoas que se esforçam por, quando estão perante conhecidos, não entrarem no seu mundo próprio. Eu sou uma delas e isso talvez seja triste.

Domingo, 15 de Janeiro de 2012

Branco

Olhar para uma página em branco, ter vontade de escrever e não saber o que escrever, é uma angustia que recorrentemente experimento. Não é uma necessidade de escrever para me lerem, porque muito do que escrevo não chega a mais ninguém que não a mim mesma, é uma necessidade de mostrar-me que consigo desenvolver uma ideia, pensar e escrever sobre ela. É uma prova que quero dar-me, como se a cada instante estivesse a duvidar das capacidades que acho que tenho. Eduvido mesmo, mas depois volto a acreditar, é um ciclo vicioso.

Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012

Isto. já têm uns aninhos!



OHHHHH...Isto. faz 4 anos de existência e este é o post 1000!
...claro que não foi planeado, por isso, agora estou quase emocionada!

Obrigada querido blog por me teres ensinado a escrever.


Agora escrevo também aqui, desde ontem:





Terça-feira, 10 de Janeiro de 2012

Limpeza geral

Preocupações com problemas já resolvidos é ocupar espaço em vão, é evidente, mas por vezes esquecemo-nos de fazer limpeza geral: parar 2 segundos e pensar "Não tenho de me preocupar mais com Isto.".
Então, andamos por aí a carregar um rosto carregado,não sabe com quê, até nos lembrar-mos, miraculosamente, que já nos tínhamos decidido acerca da resolução a tomar...e é tão bom quando se decide algo e nos podemos ambientar a essa decisão antes de ela acontecer. Estar preparados, antecipar, planear e no fim, chegar à conclusão que temos de mudar a decisão... porque não é aquilo que vamos querer.

Domingo, 8 de Janeiro de 2012

A beleza surge nos rostos assombrados pelo pensamento, dos que viajam sozinhos. Pensar sem o ruído de alguém. Ela têm o pensamento fixo num ponto lá ao longe, que não vê. dentro, surgem diálogos imaginado ou tidos, recordações, histórias, contos, preocupações.
Uma senhora sabe que está a ser observada, pede, em silêncio ajuda, sem saber se a posso ajudar, em quê. Isso, na verdade é pouco importante. A ajuda é quase sempre bem vinda, seja no que for, porque só se chama ajuda quando ajuda realmente.

Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2012

Ano novo!

Tenho pena de escrever pouco. Tenho saudades de uma escrita compulsiva, necessidade de escrever páginas e páginas de... Vou voltar! Aproveito para fazer uma resolução de ano novo. ESCREVER. Estar, Crer, Ver, Criar. Reapaixonar-me pelas palavrinhas todas agrupadas a fazerem bordados em todos os cantos. Bom ano!

Domingo, 25 de Dezembro de 2011

Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011

Uma poesia

Uma poesia onde não se fala do antigo, nem das paisagens, nem de arte e beleza, não se fala de lixo, fumo, cortes e pântanos. Uma poesia onde tudo é de plástico, sem interesse, sabe a plástico, uma poesia com fast food e carros, com bancos forrados a pele e travões, uma poesia com um balão de Erlenmeyer e uma cabeleireira de topo. Uma poesia fútil, com botas luxuosas de cano alto e muito, muito estilo